Bruxelas aposta em robôs cognitivos, drones autónomos e cidades-laboratório com veículos inteligentes como parte da sua nova estratégia de inteligência artificial.
A Comissão Europeia propõe a utilização de robôs cognitivos, drones autónomos para trabalharem na indústria de transformação, cuidados de saúde, agricultura, defesa, etc. Ainda, deseja investir em robôs colaborativos, “ajudando a aliviar a escassez da mão-de-obra e reduzir a exposição dos trabalhadores a tarefas entediantes ou perigosas.
No contexto de guerra e segurança, a inteligência artificial será empregue em veículos não tripulados, consciência situacional, reconhecimento de padrões no campo de batalha (identificação de alvos, movimentos inimigos, rotas), para apoiar armas (como caças a jacto de combate) ou para automatizar componentes de guerra, como drones.
No âmago do documento, consta que Bruxelas quer transformar determinadas cidades europeias em laboratórios de mobilidade autónoma, onde se testarão veículos robotizados e serviços automatizados de transporte. A iniciativa insere-se no plano da “European Connect and Autonomous Vehicle Alliance”, que visa consolidar o sector europeu de veículos inteligentes e deslocações ponto-a-ponto.
Já na agricultura, a IA, segundo o documento, pode melhorar a agricultura de precisão, que usa sensores, câmaras, drones e algoritmos de IA para decidir onde plantar, regar ou aplicar fertilizantes. Ainda, pretende-se que a IA controle máquinas agrícolas como tractores autónomos e drones de pulverização.
Apesar de a União Europeia reconhecer os benefícios da integração de inteligência artificial no nosso quotidiano, também admite que há preocupações quanto ao risco de substituição de trabalhadores.
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