Os imigrantes não-ocidentais beneficiam de 648% mais subsídios sociais e contribuem menos 96% em impostos sobre lucros e dividendos, quando comparados com os nativos, segundo um estudo que avalia o impacto fiscal a longo prazo dos imigrantes na Holanda.

Benefícios dos imigrantes não-ocidentais

Imigrantes não-ocidentais beneficiam de 648% mais assistência social, 227% mais subsídios para filhos, renda e cuidados de saúde e 179% mais abonos de família e bolsas de estudos comparado aos nativos holandeses.

Receitas para o Estado oriundas dos imigrantes não-ocidentais

Os nativos holandeses contribuem 2300% mais em imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas e imposto sobre dividendos, 2267% mais em impostos indirectos, 967% mais em impostos sobre salários e rendimentos e contribuições sociais, 983% mais em outros impostos directos sobre as famílias e 1400% mais em imposto sobre heranças comparado aos imigrantes não-ocidentais.

Contribuição líquida

Os imigrantes ocidentais trazem ganhos para a economia entre os 16 e os 50 anos. Já os imigrantes não ocidentais dão prejuízo, independentemente da idade.

Observa-se uma discrepância significativa nas contribuições entre os imigrantes da África Austral e os do restante continente africano. Os imigrantes da África Austral, além de constituírem uma exceção no continente por apresentarem contribuições líquidas positivas, são maioritariamente oriundos da África do Sul, país que, por sua vez, é composto em grande parte por imigrantes com raízes holandesas recentes ou mais antigas.

Relativamente ao continente asiático, os seguintes países: Afeganistão, Irão, Síria e Iraque apresentam contribuições líquidas negativas, sendo regiões típicas de requerentes de asilo.

Já os imigrantes de primeira geração provenientes de países ocidentais geralmente dão uma contribuição positiva.

Contribuição líquida dos imigrantes por motivo de entrada

Como se pode verificar no gráfico, os imigrantes que vêm pela via do asilo darão prejuízo ao Estado ao longo de toda a sua vida, tal como se pode constar no gráfico a linha permanece em €400 mil negativos até aos 70 anos e, mesmo em final de vida, a linha situa-se nos €200 mil negativos. Isto deve-se principalmente ao desempenho muito fraco no mercado de trabalho e à elevada utilização de prestações sociais. O agrupamento familiar, que abrange um grande grupo de imigrantes, também representa um grande encargo para o orçamento.

Fontes:

The Long-Term Fiscal Impact of Immigrants in the Netherlands, Differentiated by Motive, Source Region and Generation | IZA – Institute of Labor Economics


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