A União Europeia financiou em €46 milhões trusted flaggers, para moderar conteúdos online. Grande parte dos moderadores de conteúdo afirmam combater o ‘racismo, discriminação LGBT e o anti-semitismo’. A iniciativa surge no âmbito do Digital Services Act, no pretexto de ‘combater a desinformação online’.

Ideologia de género (LGBT)
A Rat auf Draht, uma das moderadores de conteúdos online, tem uma secção de Sexualidade, do qual dá conselhos sobre os seguintes temas:
- Transidentidade;
- Hetero, Homo e bissexualidade;
- Homossexualidade.





Isto quando o objectivo da associação deveria ser a ‘identificação de conteúdos ilegais prejudiciais a crianças’.
Ainda, a Associação E-Enfance (França) celebrou o ‘Dia Internacional contra a Homofobia’ e realizou um concurso de projetos para o Prémio Le Refuge / Instituto Randstad 2015 contra a discriminação LGBTfóbica.
Outras das associações envolvidas é a Ecpat Sweden, que desenvolveu um relatório sobre a ‘exposição a crimes sexuais entre crianças que se identificam como LGBTQIA+’.
‘Anti-racismo’
A Unia (Bélgica) apelou uma acção urgente para ‘combater a discriminação estrutural contra pessoas de origem africana’.

Já a Zivilcourage und Anti-Rassismus-Arbeit (ZARA) da Áustria foca-se em ‘coragem civil e trabalho anti-racista’.
Igualmente, a Internet Hotline tem como uma das suas áreas de especialização: ‘conteúdo racista e incitamento contra uma comunidade’.
Outros exemplos são a BeeSecure (Luxemburgo) que publica artigos sobre ‘discurso de ódio e desinformação’ e a Someturva (Finlândia) que se foca em ‘discurso de ódio’.
‘Anti-semitismo’
Quanto ao Conseil Représentatif des Institutions juives de France (CRIF), este afirma lutar contra o ‘anti-semitismo, racismo e a solidariedade com o Estado de Israel’.
Já o Instituto Nacional para o Estudo do Holocausto Elie Wiesel (Roménia), tem um projecto que visa combater o ‘discurso antissemita e anticigano online’.
Outra associação é a Ligue internationale contre le racisme et l’antisémitisme (LICRA) que como o próprio nome indica também se pauta pelo ‘combate ao anti-semitismo’.
Igualmente, o Meld.Online Discrimination (MOD) da Holanda recebe denúncias sobre ‘anti-semitismo’.

Conclusão
De relembrar que, os envolvidos no Digital Services Act são:
- Thierry Breton (antigo Comissário Europeu, principal arquiteto da DSA);
- Imran Ahmed (Center for Countering Digital Hate, Reino Unido);
- Clare Melford (Global Disinformation Index, Reino Unido);
- Anna-Lena von Hodenberg;
- Josephine Ballon (HateAid, Alemanha).

O presente artigo faz parte de uma série sobre a União Europeia e os seus financiamentos.
Bibliografia:
Trusted flaggers under the Digital Services Act (DSA) | Shaping Europe’s digital future
A shield against democracy: How the Democracy Shield protects the EU from the electorate
Fontes Multimédia:
Haim Zach / Government Press Office of Israel
“Hearing of Commissioner-designate Thierry Breton” by European Parliament is licensed under CC BY 2.0.





