A Fundação Luso-Americana financiou nove jornais portugueses, um festival queer, um congresso de jornalistas e uma conferência para combater o ‘anti-semitismo’. A fundação integra a EFC (European Foundation Centre), financiada em €200 mil por George Soros.

Segundo o Página Um, a FLAD é uma instituição que surgiu no seguimento dos acordos luso-americanos relacionados com a Base das Lajes. Apesar de ser uma fundação privada, a FLAD tem estatuto de utilidade pública e foi criada com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento de Portugal através da cooperação com os EUA.
Financiamento a jornais portugueses
- Promoção de políticos norte-americanos de origem portuguesa e entrevistas a congressistas luso-descendentes (SIC/2014-2017);
- Entrevistas a personalidades luso-americanas (Observador/2017);
- Participação em seminário de jornalismo, representado pela jornalista Teresa Nicolau (RTP/2018)
- Congresso de jornalistas nos Açores (Sindicato dos Jornalistas/2023);
- 20 reportagens nos EUA sobre temas pré-definidos (Global Media/2017).
Ajude-nos a descobrir a verdade.
Somos financiados pelos leitores, não temos anúncios nem conteúdos patrocinados e só sobreviveremos com o seu apoio financeiro.
Financiamento a agendas
- Festival de cinema queer no Porto (2022);
- Conferência para combater o ‘anti-semitismo’ (2018).
Personalidades da FLAD
Em termos de estrutura administrativa, a FLAD é constituída por vários órgãos. Para o Conselho de Curadores, dois dos membros são obrigatoriamente indicados pelo Embaixador dos EUA e os restantes pelo Primeiro-Ministro. Já o Conselho Executivo, é composto por um americano e dois portugueses.
Bernardino Gomes foi um dos fundadores do PS (Partido Socialista) e esteve presente na criação da FLAD, da qual foi administrador. Este, participou na reunião do clube Bilderberg em 1983.
Vasco Graça Moura foi membro do Conselho Executivo da FLAD e esteve presente na reunião do clube Bilderberg em 2001.
Isabel Mota integra o Conselho de curadores da FLAD e integrou a reunião do clube Bilderberg em 2018.

Recentemente, através da FLAD, Durão Barroso financiou em €100 mil um instituto da Universidade Católica, do qual é director. A atribuição deste prémio foi decidida por um júri composto, nomeadamente, por Estela Barbot e Luís Amado.
Estela Barbot integra a Comissão Trilateral, think-tank fundado por David Rockefeller, e participou na reunião do clube Bilderberg em 2019. Já Luís Amado participou na reunião do clube Bilderberg em 2012.
O clube Bilderberg é uma organização privada internacional que reúne anualmente, desde 1954, os principais nomes da política e finanças dos países membros da NATO.
A FLAD tem ainda como membro dos órgãos sociais o empresário Mário Ferreira.
Por último, em 2014, a FLAD e o Estado Português financiaram em cerca de €65 mil o CEPR (Centre for Economic Policy Research), para a realização de um estudo sobre a parceria transatlântica de comércio e investimento entre a União Europeia e os EUA.
Financiamento para cobertura da eleições norte-americanas
- Cobertura das eleições de 2016 pelo jornalista Daniel Oliveira (Expresso) e pelo Observador, TVI e Porto Canal;
- Cobertura das eleições intercalares (TSF/2018);
- Edição da Revista Sábado dedicada às eleições norte-americanas e à ‘Batalha pela Alma da América’ (2016-2017);
- Podcast com ‘especialistas da política norte-americana’ (TSF/2020);
Outras iniciativas
Ainda, a FLAD realizou o podcast Atlantic Talks, conduzido pelo ex-jornalista Filipe Santos Costa, entrevistando figuras alinhadas com o establishment atlantista tais como: Carlos Moedas, Paulo Portas, Augusto Santos Silva, Francisco Seixas Costa, Mário Centeno e Durão Barroso.





