Centro de Estudos Sociais recebeu €6,4 milhões de financiamento público desde 2020 para investigação, entre outros, de ‘vivências de pessoas LGBTQ idosas em Portugal’ e ‘estudos de género nos currículos escolares’.

O CES (Centro de Estudos Sociais) foi fundado em 1978, sob a direcção de Boaventura de Sousa Santos (eleitor do BE), do qual foi director até 2019.

Actualmente, o centro de estudos tem como vice-presidente da Assembleia-Geral, José Manuel Pureza, líder do Bloco de Esquerda. O mesmo, foi no passado Presidente do Conselho Científico da instituição.



O CES também conta com o investigador, Pedro Góis, que foi Director Científico do Observatório das Migrações nomeado pelo PSD e que, em 2025, referindo-se aos imigrantes, afirmou que:

‘enquanto que a população nacional pode permanecer em casa dos pais durante mais uns anos, quem chega necessita de um espaço para habitar e portanto tem de incluir a habitação.’

Pedro Góis em entrevista na Rádio Renascença

Enquadramento ideológico

Numa investigação passada da Lobo Media, verificou-se que o CES recebia currículos de ideologia de género da UE através dos seguintes programas:

  • Diversity and Childhood, que pretende ‘mudar as atitudes sociais em relação à diversidade de género nas crianças em toda a Europa’;
  • KINDER, que consiste numa “pedagogia para as questões de género na educação infantil”.

Ainda, o CES é constituído por cerca de 5 grupos de trabalho e 7 observatórios, nomeadamente:

  • Grupo Inter-Temático sobre Migrações (ITM)
  • Grupo de Pesquisa em Sexualidades (GPS)
  • Observatório masculinidades.net, que pretende ‘desenvolver a partir de perspectivas feministas para uma reflexão crítica sobre masculinidades’.

Em 2023, o Centro de Estudos Sociais realizou um curso de formação, intitulado de ‘Neo)liberalismo: o nome e a coisa‘, do qual contava com várias figuras do Bloco de Esquerda, entre as quais:

  • Mariana Mortágua (ex-coordenadora do BE);
  • Francisco Louçã (fundador do BE);
  • José Manuel Pureza (coordenador do BE);
  • Fernando Rosas (fundador do BE);
  • José Soeiro (ex-deputado do BE);
  • João Rodrigues (ex-dirigente do BE);
  • Alexandre Abreu (militante do BE);
  • Paulo Coimbra (militante do BE);
  • Ana Drago (ex-deputada do BE).

De notar que, inicialmente, nos estatutos a missão do CES constava que o instituto ‘desenvolve as suas actividades com total independência dos poderes políticos, económicos e religiosos’.

‘Projectos de investigação’

O CES está inserido em 39 redes internacionais de investigação, entre as quais a Eurozine que foi financiada em €488 mil por Soros.

Entre os projectos de investigação que são financiados pela União Europeia, destacam-se:

  • ‘TRACE – Rastreando a cidadania queer ao longo do tempo: envelhecimento, idadismo e políticos LGBTI+ na Europa’;
  • ‘HomoClassicisms – Antiguidade Clássica e Movimentos LGBTQ na Grécia, Reino Unido e EUA’.

Em paralelo, o instituto recebe financiamento da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia), que no período de 2020 a 2025 atribuiu um valor de €6 milhões e 461 mil.

Entre os projectos financiados pela FCT, de mencionar os seguintes:

  • REMEMBER – Vivências de Pessoas LGBTQ Idosas no Portugal Democrático (1974-2020);
  • ENGENDER – Integração dos Estudos de Género nos curricula e práticas pedagógicas no ensino;
  • (De)Coding Masculinities: Towards an enhanced understanding of media’s role in shaping perceptions of masculinities in Portugal.

Em termos de projectos de investigação co-financiados tanto pela EU como pela FCT, é de referir o ‘COMBAT – combate ao racismo em Portugal: uma análise de políticas públicas e legislação antidiscriminação’. De relembrar que, recentemente o SOS Racismo propôs a punição de até 5 anos de prisão para quem, publicamente, através de qualquer meio de divulgação, manifeste ‘actos de racismo’.

Além disso, o CES recebeu mais de €30 mil da associação MenEngage, que ‘trabalha para envolver homens e rapazes nos direitos LGBTQIA+ e a libertar-se dos estereótipos sobre o que significa ser homem’.

No passado, o instituto recebeu financiamento de entidades como o Alto Comissariado para as Migrações, Banco Espírito Santo, BPI, Caixa Geral de Depósitos, sindicato da CGTP, Fundação Luso-Americana, Fundação Calouste Gulbenkian, etc. Para além de ter auferido cerca de €25 milhões da EU, segundo o seu portal de transparência financeira.

Bibliografia

CES | Sobre o CES | Documentos | Relatórios e Contas

CES de Sousa Santos está no top dos mais financiados pela FCT | SOL

Fontes Multimédia:

“COMICIO EM COIMBRA, 02 10 2019” por Esquerda.net, CC BY-SA 2.0File:Comício em Coimbra, Mar.2024 (53561441682).jpg – Wikimedia Commons

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