O jornal Público integra uma rede de alarmismo climático, que incita os jornais a ‘tratarem activistas como fazedores de notícia’ e a associar fenómenos extremos às alterações climáticas mesmo sem dados que o comprovem.
Ainda, os fundadores manifestaram simpatia por políticos socialistas como Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez.

A CC Now (Covering Climate Now) é uma rede internacional que reúne mais de 500 meios de comunicação, dando-lhes um playbook em como fazer ‘cobertura climática’.
A CC Now afirma que ‘apoia, convoca e forma jornalistas e redacções para produzirem uma cobertura climática rigorosa que envolva o público.’
A organização foi co-fundada em 2019 pela Columbia Journalism Review e pela revista The Nation em associação com o The Guardian. A revista The Nation assume-se como ‘progressista’ e declarou apoio ao candidato socialista Bernie Sanders.
A CC Now foi financiada por grupos promotores da descarbonização, transição climática e anti-petróleo, tais como as Fundações Rockefeller, Park Foundation, Waverley Street Foundation e a Actions@EBMF.
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O jornal Público juntou-se ao CC Now no ano da sua fundação (2019) e o fundador da organização, Mark Hertsgaard, tem uma coluna de opinião no Público, com um artigo intitulado ‘A guerra no Irão também é uma guerra climática.’
Num dos seus livros de boas práticas, a CC Now sugere aos jornalistas que:
- ‘Tratem os activistas como fazedores de notícias’;
- ‘Não dêem plataforma aos negacionistas climáticos’;
- Seleccionem de forma tendenciosa as imagens para os seus artigos.
Por exemplo, num artigo sobre o calor, a organização recomenda que se coloque pessoas exaustas num espaço com ar condicionado, em vez de banhistas a divertirem-se na praia.
A organização proporciona, igualmente, oportunidades de partilha de artigos e a respectiva republicação, entre os seus parceiros. Por exemplo, uma notícia do The Guardian pode ser republicada por centenas de órgãos de comunicação social, operando como uma rede de distribuição de artigos.

Com centenas de meios de comunicação parceiros de mais de 60 países a alcançar milhares de milhões de pessoas, a CCNow ‘ajuda jornalistas a produzir uma cobertura mais informativa e apelativa sobre a crise climática e as suas potenciais soluções’.
Enquadramento da linguagem
Num dos playbooks da organização, recomendam que ‘mesmo na ausência de dados explícitos de correlação, pode-se dizer que as alterações climáticas estão a tornar o tempo extremo mais comum e severo’.
Igualmente, fazem outras sugestões de linguagem para os jornalistas noticiarem a correlação, tais como:
- ‘As alterações climáticas causadas pelo homem (…) sobrecarregam padrões climáticos normais, como esteróides’;
- ‘Os cientistas concordam que as alterações climáticas provocam fenómenos meteorológicos extremos, como as temperaturas elevadas actuais’;
- ‘Ondas de calor como esta são agora mais comuns e mais intensas devido às alterações climáticas causadas pelo homem/num mundo em aquecimento’;
- ‘As alterações climáticas causadas pelo homem tornaram estas condições mais do que [número] vezes mais prováveis. Ou seja, as condições seriam quase impossíveis num mundo sem poluição por carbono’.
A Columbia Journalism Review referiu mesmo que os meios de comunicação poderiam ‘adicionar algumas linhas de informação climática em artigos, que de outra forma não as teriam’.
Num dos artigos de manifesto da CC Now, os co-fundadores Mark Hertsgaard e Kyle Pope elogiaram abertamente Alexandria Ocasio-Cortez, afirmando que era ‘a política norte-americana mais carismática do momento’.

O Conselho da CCNow é composto por Michael Cavallo, ex-director de Energia Renovável para as Cidades C40.
A C40 é uma organização global que exige uma apertada ‘acção climática’ e defende a mudança para dietas baseadas em vegetais e restrições ao consumo de carnes e lacticínios. Na rede da C40 constam cidades como Amsterdão e Lisboa.
Parceiros internacionais
Um dos parceiros fundadores da CC Now, o The Guardian foi financiado pelas fundações de Bill Gates (11 milhões) e de Rockefeller.
A CC Now tem como membros as três maiores agências de notícias do mundo: Reuters, Bloomberg e Agence France Presse, para além de outras redacções tais como a CBS News, NBC, MSNBC News, Al Jazeera e, por fim, várias revistas como a Nature e a HuffPost.
Oxford Climate Journalism Network (OCJN)
A OCJN (Oxford Climate Journalism Network) é uma organização que realiza conferências anualmente, com centenas de jornalistas, de forma a ‘tornar a crise climática um elemento central no jornalismo’.
Um artigo da OCJN, exibido no seu site, diz o seguinte: ‘Os jornalistas devem ajudar o público a compreender o tempo extremo, mesmo quando não têm dados climáticos’.
A OCJN oferece cursos online para jornalistas, um programa de liderança para editores e gestores de redação, um programa de bolsas para estudos em Oxford e investigação académica. Esta rede já contou com a participação de duas jornalistas do Público.
A OCJN foi fundada em 2021 com o financiamento da European Climate Foundation e, mais tarde, com uma bolsa da Fundação Laudes, e está integrada na Reuters Institute.
Bibliografia
Covering Climate Now – Influence Watch
About Us and Contact | The Nation
Bernie Sanders for President | The Nation
Covering Climate Now | PÚBLICO
Best Practices for Climate Journalism — Covering Climate Now
Sharing Library — Covering Climate Now
Partner Directory — Covering Climate Now
Transforming the media’s coverage of the climate crisis – Columbia Journalism Review
Amesterdão proíbe publicidade a carne em nome do clima – The Blind Spot
Gates Foundation Committed Grants Database
Members of the Oxford Climate Journalism Network | Reuters Institute for the Study of Journalism
Calor mediático, mortalidade normal: Verão de 2026 começa sem excesso de óbitos
Fontes Multimédia:




