Catarina Martins afirmou que nunca esteve em nenhum partido que apoiasse Maduro, mas no Bloco de Esquerda, a ex-eurodeputada Alda Sousa elogiou Hugo Chávez e a dirigente Irina Castro relativizou críticas ao regime de Nicolás Maduro. Ainda, um candidato do Podemos (aliado do BE em Espanha) chegou a defender vigorosamente o regime de Nicolás Maduro, garantindo que “na Venezuela as pessoas comem três vezes ao dia”.

Durante o debate de ontem para as Presidenciais, Catarina Martins afirmou que nunca esteve em nenhum partido que estivesse a apoiar Maduro. No entanto, a ex-eurodeputada Alda Sousa do Bloco de Esquerda elogiou Chávez e a “democracia participativa” venezuelana. Chávez foi o antecessor de Maduro, que deu continuidade ao chavismo na Venezuela.

Em 2013, a ex-eurodeputada reagiu à morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, destacando a sua “luta muito importante contra o imperialismo e contra o FMI”. Em comunicado, o Partido de Esquerda Europeia lembrou que, “enquanto que na Europa a democracia está a falhar, na Venezuela a democracia participativa tornou-se num sinal de identidade”.

No Esquerda.net (jornal do Bloco de Esquerda), num artigo de 2017, a dirigente Irina Castro dizia que chamar a Venezuela de “ditadura da revolução bolivariana” é uma forma de influenciar a opinião pública contra o governo de Maduro. Segundo o artigo, a insistência em apresentar o regime como uma ditadura de esquerda acontece porque a imprensa mainstream não é neutra no processo político.

Importa ainda referir que o Bloco de Esquerda aprovou por unanimidade quatro votos de pesar pela morte de Hugo Chávez. No texto apresentado, o partido destacou que “os ganhos de democracia e de combate às desigualdades sociais são testemunho do legado de Hugo Chávez”.

Além disso, o Podemos de Espanha (aliado do Bloco de Esquerda) teve o seu líder, Pablo Iglesias, a afirmar num programa de televisão em 2013 que sentia “inveja” dos espanhóis que viviam na Venezuela.

Em 2018, Íñigo Errejón, dirigente e candidato do Podemos à autarquia de Madrid, defendeu acerrimamente o governo de Nicolás Maduro, tendo argumentado que “na Venezuela as pessoas comem três vezes ao dia”.

De relembrar que documentos divulgados pela imprensa espanhola indicam que o governo venezuelano financiou, com cerca de €7 milhões, projectos ligados a figuras que mais tarde fundariam o Podemos.

Outras fontes:

Venezuela ajudou com €7 milhões à criação do Podemos – Expresso

O Bloco é de extrema-esquerda? – Observador

Pablo Iglesias: “Situação na Venezuela é terrível” – Observador

Venezuela ajudou com €7 milhões à criação do Podemos

Fontes Multimédia

Catarina Martins admite estar a ponderar candidatura às presidenciais – SIC Notícias (Paulo Novais/Lusa)

Juramentado Nicolás Maduro como presidente” by chavezcandanga is licensed under CC BY-NC-SA 2.0.

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