Em 2025, 5 empresas de petróleo e energia fizeram lobbying à Administração Trump em questões relacionadas com a Venezuela. Entre os lobistas destacam-se a Chevron, Shell e a Phillips 66. De notar que a Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, cerca de 303 mil milhões de barris, ou aproximadamente 17% das reservas globais.

Uma investigação do Open Secrets revela que em 2025, verificou-se o 2º maior esforço de lobbying nos EUA em questões relacionadas com a Venezuela, desde 2008. As 5 empresas de energia/petróleo pressionaram o governo norte-americano a implementar sanções e regras regulatórios sobre a indústria petrolífera e gasífera da Venezuela.
No total, 23 organizações que fizeram lobby sobre questões venezuelanas durante os primeiros nove meses de 2025, eis a lista completa:
- Chevron Corporation;
- Shell Plc;
- Phillips 66;
- PBF Energy;
- Maurel & Prom;
- American Seniors Housing Association;
- Americas Alliance for Liberty & Prosperity;
- Amnesty International USA;
- Blockchain Association;
- CASA de Maryland;
- Footwear Distributors & Retailers of America;
- FP Advocacy;
- Friends Committee on National Legislation;
- Human Rights First;
- Mare Finance Investment Holdings;
- National Cattlemen’s Beef Association;
- National Pork Producers Council;
- Sisters of Good Shepherd National Advocacy Center;
- Solana Policy Institute;
- Texas Cattle Feeders Association;
- Tiryaki Agro Gida Sanayi Ve Ticaret;
- U.S. Chamber of Commerce;
- Women In Need (New York).

Empresas energéticas dos EUA intensificam os esforços de lobby
Nos seus esforços de lobbying, a Chevron mencionou a Venezuela 12 vezes nos seus documentos de lobby de 2025, um aumento face às oito menções em 2023 e 2024, citando “questões energéticas da Venezuela” e “sanções à Venezuela.” Segundo a Reuters, a Chevron poderá beneficiar de maiores volumes de petróleo venezuelano depois da intervenção norte-americana.
Já a Shell USA, subsidiária norte-americana da Shell Plc, também fez lobbying junto de responsáveis norte-americanos em 2025.
Notavelmente, as refinadoras da Costa do Golfo Phillips 66 e PBF Energy citaram a Venezuela nos seus documentos de lobby de 2025, depois de não a terem mencionado em 2023 ou 2024.
Outras formas de influência incluem o facto de que várias organizações de petróleo e gás doaram $25,8 milhões à campanha de Trump em 2024 e a grupos externos que apoiaram a sua candidatura, colocando a indústria do petróleo entre os seus maiores apoiantes.
Entre os lobistas envolvidos na questão venezuelana, a Chevron doou $2 milhões para a segunda tomada de posse de Donald Trump, e a Shell doou $500 mil.
Entidades ligadas ao Estado aumentam os gastos com agentes estrangeiros
Igualmente, entidades ligadas ao governo venezuelano aumentaram fortemente os gastos em lobbying nos EUA para influenciar decisões sobre sanções, ativos congelados e o controlo das receitas do petróleo.
Só em 2024, estas entidades gastaram mais de $3,5 milhões, e nos primeiros três trimestres de 2025 esse valor já tinha ultrapassado $4,1 milhões, segundo a OpenSecrets.

Fontes:
Sullivan, E. (2026, January 8). Sanctions, strategy and spin: Venezuela lobbying soars under Trump – OpenSecrets News. OpenSecrets News. https://www.opensecrets.org/news/2026/01/sanctions-strategy-and-spin-venezuela-lobbying-soars-under-trump/





